domingo, 29 de junho de 2008

Caminhei e caminho.... resta saber para onde
lapso de sentido, busco na memória, busco no presente e me debato com o tempo
invólucro de sentimentos, essência de mim
observadora, me paraliso
angustiada, me debato cavando o novo
dando de ombros, envelheço como folha ao léu
lanço ao universo o desafio de me dar sentido
a cada dia no primeiro abrir de olhos fica mais difícil capturar os sonhos
aquela força, aquele ímpeto, talvez inspiração, já não me arrebata
As certezas se escapam, um dia me serviram para enganos
reinvento o olhar, reinvento o ouvir e modifico meus sentidos
e sigo,

caminhei e caminho, bagagens trago com cuidado
guardar o que há de bom
abandonar o que não presta mais nem como lembrança e ficar vazia, caixas guardadas já com teias de aranha

universo interno infinito em tempestade