quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Semeadura

Ouvindo Gil tocar violão e cantar Grão.... "o amor da gente é como um grão - tem que morrer para germinar ... ressuscitar no chão.., nossa semeadura... nossa caminhadura... dura caminhada pela noite escura......"

A melodia me leva e a letra traduz muito de tudo.


Me dão a certeza ...não estou só nesta. Nesta de querer aprender a viver melhor, amar melhor,


Renovação... ressuscitação....

Chegar perto da leveza de transitar pelos segundos livre... Tão leve que ficaria descomprometida até mesmo com a obrigação de buscar a tal felicidade ou de ser feliz sempre...

Fragmentos de sensações.

Lembro quando criança, da sensação de empoderamento que tinha quando amarrava um plástico no pescoço para fazer de capa com poderes para voar. Era só liberdade, sentidos desfrutando do vento, do cheiro, do chão, do céu acima, das nuvens, do espaço em volta que parecia infinito e do pulsar do sangue em minhas veias e da respiração que crescia no meu peito para alçar ao vento.

Tenho saudade destas sensações. Dormir para descansar. Quantas vezes durmo para me refazer para algo que ainda não aconteceu. É diferente de dormir para descansar do que foi vivido, experimentado, porque o corpo pede.


Ah! Como isso me escapa e eu angustio e sofro.







quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Bolos Abatumados

Minha querida amiga Kaka, perguntou : - Tu não escreveu mais no Blog. E na ocasião respondi que estava faltando tempo para mim e que já na minha mente estava pensando sobre os Bolos Abatumados, que iria escrever sobre isso. Ela de imediato perguntou: - Como assim? - É, pensei em escrever sobre os sentimentos de situações que abatumaram, coisas que tinham tudo para acontecer e não aconteceram... Não eram sonhos pois estavam sendo construídas dia a dia, e não renderam - abatumaram.

De lá para cá se passaram pelo menos três meses e aquela vontade de saltar dentro desse calderão abatumado não mais me inspirou. Remoer situações... medir a minha sorte .... buscar porquês de felicidades entendidas como roubadas.
Desperdiçar segundos...minutos e horas.

Falar de coisas que abatumaram - Buscar os " se isso - se aquilo" , buscar os retornos que não tive, a condição que faltou, o que fiz e não deveria , o que deixei de fazer, fracasos, tristezas, o mero azar ou falta de sorte.

Não é uma boa forma de buscar dias melhores. Talvez por reflexão fosse mas, neste momento mesmo, não percebo asssim.

Tive sim, muitas coisas abatumadas, no amor, nas oportunidades, na prosperidade. Os quase que isso, quase que aquilo , se não fosse isso ou aquilo, a falta de parceria, amizade e consideração. Mas neste momento minha mente não quer se ocupar com isso... e espero que nunca mais queira.

Quem ler isso poderá achar que algo de muito bom aconteceu comigo ( amor novo, dinheiro, ou outra felicidade) mas não ... Aquela inspirição de remoer o que falhou foi embora e eu espero que não volte mais.