domingo, 7 de setembro de 2008
Prá frente é que se anda... mas prá onde...
existe uma leveza nisso e esta novidade estou apreciando
dando de ombros muitas vezes para muitas coisas
dentro de mim pulsa uma sensação no mínimo de liberdade
abandonei as certezas e acredito nas minhas preferências
ficou mais fácil...
estou ligada em muita coisa que acontece em minha volta mas, nada me prende
simulei e me esforcei em elaborar algum sonho... mas não consigo mais isso
destou preferindo brincar com as possibilidades.
caminhei e caminho, meus passos e movimentos tendem a afinar com o que está rolando em minha mente...
Lá lái á ... la ..lai á.....
domingo, 29 de junho de 2008
lapso de sentido, busco na memória, busco no presente e me debato com o tempo
invólucro de sentimentos, essência de mim
observadora, me paraliso
angustiada, me debato cavando o novo
dando de ombros, envelheço como folha ao léu
lanço ao universo o desafio de me dar sentido
a cada dia no primeiro abrir de olhos fica mais difícil capturar os sonhos
aquela força, aquele ímpeto, talvez inspiração, já não me arrebata
As certezas se escapam, um dia me serviram para enganos
reinvento o olhar, reinvento o ouvir e modifico meus sentidos
e sigo,
caminhei e caminho, bagagens trago com cuidado
guardar o que há de bom
abandonar o que não presta mais nem como lembrança e ficar vazia, caixas guardadas já com teias de aranha
universo interno infinito em tempestade
domingo, 25 de maio de 2008
Não quis dizer que não tenhamos apenas desejos, apenas generosidades, apenas doçuras.
Mulheres em sua amorosidade natural " cuidam" de seus amores, regando-os como uma planta de delicada constituição.
As vezes se atrapalham e sentem medo. Medo que percebam que transborda de amorosidade, afoita por compartilhar doçuras....
Mulheres incluem seus amores em seus sonhos de felicidade e prosperidade pois, sem eles nada jaz sentido.
Mulheres não se dividem, se multiplicam mantendo e distribuindo sua essência.
Ficam felizes e brilham refletindo luz quando também são amadas.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Para não dizer de tristezas
terça-feira, 1 de abril de 2008
Se divertir, coisa que para a juventude era quase que natural em quaisquer circunstâncias, até nos ônibus lotados para o caminho da escola... passa a ser tortura chinesa ao longo de cada ano que vai passando. Lembro de uma foto antiga que ganhei de uma amiga pernambucana ( que saudades dela), que trazia no verso dizeres sobre nossa amizade atenciosa e tranquila; era a foto de um velho sentado com um menino no colo um cão deitado ao lado, uma árvore . Era linda a foto e, agora que estou me perguntando por que caminho seguir para dar um tchan na minha vida, ela me veio a mente... que tipo de tranquilidade quero...
Blá blá blá ...blá blá blá tem horas que eu mesmo me canso de meus questionamentos. Na verdade estou pronta para a vida e quase nada acontece...
segunda-feira, 24 de março de 2008
As coisas que faço por conta própria
Queria ter a maestria das palavras expressando os sentimentos com objetividade e eufemismo,
queria vomitar essas coisas que sufocam e me fazem querer correr de mim,
me dá um cansaço, nestes momentos, ficar convencendo a mim mesmo,
vai passar... como se nunca fosse voltar .. e a gente sabe que logo em seguida volta
esse limbo que faz tudo cinza.
Meus rituais rotineiros estão ficando velhos e enjoados e não me agradam mais, e olha que eles são a referência mais própria que eu criei - para eu ser eu mesma, com as minhas coisinhas....
Minhas roupas parecem não ser mais para mim....
o cigarro que tanto adoro ...já está me incomodando... largo o isqueiro...pego o cinzeiro... onde esta o maço... largo um pego outro e assim vai... esta falsa ocupação de mim para mim.....
Ouvi uma frase no filme Coragem sob Fogo ..., o Denzel Washington que era o Militar - mocinho, disse pro cara que estava interrogando? Você é um fumante inveterado? - Respondeu o cara: - isso é uma das únicas coisas que eu faço por conta própria ...
As coisas que faço por conta própria....
Quero que isso passe ...
Dia cinza, nem o doce do chocolate de Páscoa me supre.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Semeadura
A melodia me leva e a letra traduz muito de tudo.
Me dão a certeza ...não estou só nesta. Nesta de querer aprender a viver melhor, amar melhor,
Renovação... ressuscitação....
Chegar perto da leveza de transitar pelos segundos livre... Tão leve que ficaria descomprometida até mesmo com a obrigação de buscar a tal felicidade ou de ser feliz sempre...
Fragmentos de sensações.
Lembro quando criança, da sensação de empoderamento que tinha quando amarrava um plástico no pescoço para fazer de capa com poderes para voar. Era só liberdade, sentidos desfrutando do vento, do cheiro, do chão, do céu acima, das nuvens, do espaço em volta que parecia infinito e do pulsar do sangue em minhas veias e da respiração que crescia no meu peito para alçar ao vento.
Tenho saudade destas sensações. Dormir para descansar. Quantas vezes durmo para me refazer para algo que ainda não aconteceu. É diferente de dormir para descansar do que foi vivido, experimentado, porque o corpo pede.
